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quarta-feira, 2 de maio de 2012

" Páscoa V "


Dentro do contexto da Páscoa, falemos agora do - quebrado/partido -, que diz respeito à matsah que foi partida, a do meio (a do Filho) e o pedaço menor, que nos direciona para outro conceito muito fundamental, o - pobre -, em hebraico hany ou hanyvim no plural (pobres de espírito), e que remete diretamente ao Servo Sofredor de Isaías, a figura de JESUS crucificado. cujo corpo foi quebrado e partido por nós (é assim que temos que comer o pão na Ceia), que é o exemplo perfeito do Paradigma maior dos Evangelhos: as - Bem-aventuranças -, que Ele exemplifica da 1ª à última. Em assim sendo, à exemplo do PAI (o Hayin) que se contrai na criação (o Tzimtzum), e do ESPÍRITO SANTO que é o Zero na Metamatemática, JESUS se faz exemplo do pobre segundo o conceito bíblico, que abandona toda a suficiência, maior doença no mundo espiritual e seu deixa perfurar as mãos na cruz, demonstrando sua total impotência, Justamente Aquele que é o Todo-Poderoso. Que seu exemplo nos contagie.

Indicação para leitura.


Nunca na história da igreja houve um tempo em que os homens cristãos e não cristãos ficaram tão confusos sobre quem são e qual e o propósito da vida. Este livro contem uma obra poderosa de cura, de restauração a masculinidade, a força e ao propósito que o homem recebeu de Deus. Cada palavra traspassa o coração e acende as chamas da masculinidade. A medida que prosseguir na leitura você sentira a mão de Jesus firme, porém gentil assumindo as limitações e amarras que compõem a sua mortalha e que o prenderam numa vala de desejos incompletos e sonhos frustrados. Como Lazaro, você recebeu a ordem de vir para a luz para tudo o que Deus planejou para você desde a fundação do mundo. Um livro para todos os homens... que toda mulher deve ler.

" Páscoa IV "



Depois do 1º copo de vinho que nos introduz no Sagrado, de termos lavado as mãos, e comido o nosso aperitivo espiritual - usufruindo das ervas finas -, adentramos a um dos momentos mais especiais do Seder (ordem) da Páscoa, que é chamado de Yachats, quando se colocam 3 matsah (pães asmos) no centro da mesa, que, apesar dos judeus não saberem, representam a Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), e se toma o pão do meio (que representa o Filho) e o partem (na Ceia cristã o pão, que representa o corpo de JESUS, é partido para ser servido) ao meio, uma parte maior e outra menor, deixam a menor na mesa e a parte maior que chamam de hafikoman escondem na casa (deverá ser achada pelas crianças no final da festa). Aqui se apresentam o oculto e o quebrado/partido, que vamos analisar melhor em seguida, pois envolvem princípios bíblicos tremendos, todos dizendo respeito a JESUS, que os judeus não conseguem ver, apesar de estar na frente de seus olhos. Aqui estão implicados alguns dos maiores segredos do caminhar com DEUS e do verdadeiro cristianismo, do Evangelho Eterno (de Apoc. 14:6).

" Páscoa III "


O terceiro momento na ordem (Seder) da festa da Páscoa judaica é karpas, quando se mergulha um vegetal em água salgada e o ingere. Na antiguidade, era comum apenas aos homens livres poder desfrutar de aperitivos antes da refeição, assim na noite de Pessach experimentamos a liberdade, a alegria de sermos homens e mulheres livres que podem usufruir do privilégio de comermos um aperitivo sagrado antes da refeição propriamente dita. Lembrando que o vegetal (as ervas) não só dizem respeito à Primavera (a Páscoa é a Festa da Primavera) como representam a unidade fundamental da vida, sendo símbolo do desenvolvimento, das possibilidades que se atualizarão a partir do grão; razão pela qual JESUS disse: se o grão de trigo não cair na terra... Como homens livres participemos das karpas (ervas), deste aperitivo Divino.

" Páscoa II "



O segundo momento na ordem (Seder) da festa da Páscoa é o Urchats, a 1ª vez em que se lavam as mãos, numa alusão à necessidade de uma purificação em nosso obrar, em tudo o que pretendemos fazer, a fim de que o pecado não possa estar sutilmente envolvido em nossos afazeres, e haja pureza em nosso agir diário. As mãos simbolizam o nosso poder de agir, fazer, obrar, realizar algo, que deve sempre estar limpo de qualquer impureza. Pois é o momento em especial em que estamos sendo liberto de qualquer tipo de escravidão, tanto externa como interna.

" Páscoa I "



Estamos no mês do Pessach (Páscoa), na Chag He-Aviv (a festa da Primavera, para o hemisfério norte), na Chag Ha-Matzot (festa dos pães asmos), o início dos meses, o início do ano espiritual, que precisamos entender dentro do contexto dos Salmos; "Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios". É um momento de intensa reflexão e de profunda alegria, pois é o instante em especial de grande libertação de todo e qualquer tipo de escravidão, material ou espiritual. O primeiro momento na ordem (Seder) da festa da Páscoa, é o Kadesh (sagrado), em que é servido o 1º cálice de vinho - o Kidush -, a representar, para nós cristãos, o sangue de JESUS, algo que perpassa durante toda a festa (são servidos 4 cálices de vinho). É o sangue de CRISTO para nos alimentar espiritualmente e nos preparar para vivermos a passagem da escravidão para a liberdade progressiva. Assim, sairemos da frieza e da escuridão espirituais, para a luz do Espírito Santo e para vida abundante a jorrar do corpo e do sangue de JESUS. Que DEUS nos abençoe e permita vivermos uma Páscoa intensa, a fim de nunca mais sermos os mesmos.

sábado, 1 de janeiro de 2011

" O Filho Pródigo II "



É interessante observarmos que, no Oriente Médio, qualquer propriedade está edificada em proximidade a uma aldeia e dela faz parte integrante, passando seus membros a obedecer às leis vigentes nesse grupo humano. Isto é algo que diz respeito intrinsecamente à nossa parábola, ou seja, quando o filho mais novo, figura do gentio, pede sua parte na herança, com o Pai ainda vivo, está desrespeitando a lei vigente, pois só se podia herdar com a morte do Pai, ou seja, na realidade dos fatos, está desejando que o Pai morra para poder receber sua parte na herança, algo com que o filho mais velho, figura do judeu, também concorda, estranhamente. Ora, isto, é uma ofensa à lei da comunidade a que faziam parte. Em assim sendo, fazendo uma analogia com a Criação, com o Eden, e com a atitude de rebeldia do filho mais novo, verificamos que este pedido da herança, que uma parte da humanidade assumiu, é uma afronta à comunidade celestial, e provoca uma atitude de condenação de sua parte para com o homem caído, que desejara o "assassinato do Pai", a sua eliminação do horizonte terreno, alimentando-se da árvore do conhecimento do bem e do mal à sua própria maneira. Isto traz algumas consequências muito fortes para o kosmos, pois qualquer tentativa de perdão do ato infrator cometido, precisa passar pelo julgamento e aprovação dessa comunidade celestial, ou seja o Pai do filho pródigo terá que demonstrar à essa comunidade que a lei será respeitada (pois não é um tirano), que as bases que sustentam a harmonia do kosmos serão mantidas e fortalecidas. Dessa forma, quando o filho mais novo começa um processo de arrependimento, na plenitude dos tempos, e manifesta seu desejo de voltar para casa, terá que enfrentar o repúdio e a condenação da comunidade da aldeia em que vivia, e, semelhantemente, o homem caído, para poder se arrepender e ser aceito na casa do Pai terá - igualmente - de ser confrontado com a comunidade celestial e sua posição de julgamento do ato por si praticado, o desejo da morte do Pai (pelo pedido intempestivo da herança). Só assim podemos começar a entender tanto a atitude do Pai na parábola, como a atitude do Pai no universo, enviando seu Filho para o resgate da humanidade caída. O Pai do filho pródigo o avista de longe, e, antes da aldeia posicionar-se, confrontando-o com seu êrro grave, corre ao seu encontro, algo inconcebível no oriente (pois um Pai e um homem de idade jamais tomariam essa atitude impensável: "de sair correndo", algo humilhante). Dessa forma graciosa e inovadora, ele antecipa-se ao julgamento da aldeia e manifesta seu acolhimento ao transgressor, abrançando-o e beijando-o. Aquilo que igualmente está expresso na atitude do Pai ao enviar seu Filho amado ao encontro do homem decaído, abrindo seus braços na cruz e o acolhendo em seu seio Divino, perdoando sua transgressão e liberando sua plena aceitação (a alguém que havia desejado a Sua morte, no início da nossa história). Esta atitude graciosa de DEUS Pai, ensejando que a morte de CRISTO, em nosso lugar, redimisse o nosso pecado de desobediência, justifica-nos perante a comunidade celestial e permite nossa volta ao lar, com o resgate de nossa filiação. Conclui-se: quem quer que seja que deseje voltar para casa, para o lar, para o resgate de si mesmo, para um encontro com sua verdadeira vocação: ser a imagem e semelhança do Pai, só poderá faze-lo atraves da aceitação do sacrifício de CRISTO na cruz, pois este é o "passaporte" para o retorno à comunidade celestial da qual fizemos parte um dia, e, voluntariamente, a deixamos nesse passado remoto, no Princípio. Quando nos colocarmos perante o Tribunal celeste e o acusador levantar-se para nos apontar os pecados cometidos, nosso Advogado exibirá suas mãos marcadas pelos cravos e dirá perante o Tribunal que pagou o preço da nossa condenação e que estamos plenamente justificados, podendo entrar para o banquete que o Pai vem preparando através dos tempos. Aleluia! Glória a DEUS!